Congregação: Filhos de Maria Imaculada – Pavonianos

Reflexão dominical – VI Domingo da Páscoa – Ano A

16 de maio de 2020 . Notícias da Igreja

“O amor é a continuidade da missão de Jesus”
Ir. Gustavo Freitas, FMI
“Se me amais, guardais meus mandamentos”.

Toda a Igreja vive jubilosamente a alegria pela ressurreição do Senhor, e a liturgia nos prepara o banquete festivo do Cordeiro Imolado. Estamos no VI Domingo da Páscoa, preparando para as grandes solenidades que concluem a Páscoa do Senhor neste ano: A Ascensão do Senhor e Pentecostes, a festa do Espírito Santo.
Na liturgia da Palavra de hoje, continuamos a apresentar o Discurso de Despedida de Jesus. O discurso que escutamos é retirado do grande discurso de despedida de Jesus, ou como chamam os estudiosos, o discurso de ‘Adeus ou A-Deus’. É situado entre a refeição de despedida de Jesus com seus Apóstolos, aonde ele lava os seus pés (cáps. 13-14) e a cena da Paixão de Jesus (18- 21). É a despedida de Jesus com os seus, e Jesus sabia que Jesus iria ser glorificado pelo Pai (Para o evangelista João, a morte de Jesus na Cruz é a glorificação máxima de Jesus, e a glorificação do Pai em Jesus).
Esse discurso é recheado de sentimento, de afetividade, de coração. É o testamento que Jesus deixa para seus Apóstolos. Qual é a grande herança que esse testamento nos aponta? O mandamento do amor, ou seja, o amor vivido como mandamento entre a comunidade cristã. Jesus transmite o amor como expressão máxima da comunidade, e João apresenta um outro elemento importante: a medida desse amor. Se nos Sinóticos, Jesus aponta o amor sob dois vértices para a comunidade (o amor a Deus e aos irmãos), em João, o amor é visto sob uma única medida: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”. A medida do amor de Jesus é a vida de Jesus que se entrega amorosa e plenamente aos seus.
É assim que o Evangelho inicia: “Se vocês me amam, devem guardar os meus mandamentos”. O mandamento de Jesus é um e único para todos. Se a comunidade (os cristãos) amam de fato a Jesus, devem transmitir esse amor, uns pelos outros na comunidade, vivendo esse amor. É assim que Jesus comunica aos seus o Defensor, o Paráclito, o amor do Pai e do Filho. É o Espirito de Jesus que mantêm a continuidade da missão de Jesus que é amar como Ele amou. Mas como é que Jesus amou? “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1). A comunidade cristã deve amar plenamente, integralmente, sem reservas, sem condições, doando a vida em favor da comunidade, sem referenciais teóricos, manuais, ou discursos sobre o amor, mas em gestos concretos, levantando-se, tirando o manto, colocando uma toalha e lavando os pés dos discípulos.
Se a comunidade cristã vive plenamente o amor de Jesus entre seus membros, tem a certeza de que são amados por Ele, plenamente e que comunicam o Espírito de Jesus Ressuscitado. Hoje, cada um de nós é chamado a viver essa integralidade do amor como mandamento nas nossas comunidades eclesiais, continuando assim a missão de Jesus. Essa missão consiste em viver a vida que Jesus comunicou a cada um de nós. Somos o sinal do Ressuscitado a todas as pessoas. Que o Deus da Vida nos comunique o Seu Amor incondicional para que amemos uns aos outros como Ele mesmo nos amou, amou até o fim!

Deus nos abençoe hoje e sempre!

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