Congregação: Filhos de Maria Imaculada – Pavonianos

Reflexão dominical – V Domingo da Páscoa – Ano A

9 de maio de 2020 . Notícias da Igreja

“Adeus ou A-Deus?”
Ir. Gustavo Freitas, FMI
“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”.

Toda a Igreja rejubila-se festivamente nesse período pascal, período da Ressurreição do Senhor Jesus. A Igreja é convidada a festejar-se com o Cordeiro Imolado que não morre mais, e meditar em Suas Santas Palavras. A liturgia deste V Domingo da Páscoa é um bonito discurso de Jesus. Aliás, é necessário contextualizar o Evangelho deste domingo.
O discurso que escutamos é retirado do grande discurso de despedida de Jesus, ou como chamam os estudiosos, o discurso de ‘Adeus ou A-Deus’. É situado entre a refeição de despedida de Jesus com seus Apóstolos, aonde ele lava os seus pés (cáps. 13-14) e a cena da Paixão de Jesus (18- 21). É a despedida de Jesus com os seus, e Jesus sabia que Jesus iria ser glorificado pelo Pai (Para o evangelista João, a morte de Jesus na Cruz é a glorificação máxima de Jesus, e a glorificação do Pai em Jesus).
O discurso de Jesus que este Evangelho de hoje inicia é recheado de conforto e ternura de Jesus: ‘Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede em Mim’. Estamos passando por uma situação bastante desoladora. Não obstante os números de mortes e de infectados crescem assustadoramente no nosso país, ainda tem as pessoas que sofrem com ansiedade, depressão, desânimo, etc. É diante dessa situação que Jesus conforta nossos corações: Não se perturbe o vosso coração. É preciso que repousemos nossa cabeça em seus ombros, como o discípulo amado, e nosso coração em seu Sagrado Coração. Na Casa do meu Pai há muitas moradas. Morada tem um sentido profundo. Significa intimidade, respeito, afeto, carinho. Na casa do Pai há muita intimidade e é Jesus que nos prepara para esse encontro de ternura. Desde o momento em que a nossa condição de imagem e semelhança de Deus é manchada pelo erro original de nossos pais (Adão e Eva), e perdemos o privilégio de andar no jardim com Ele, Deus na sua bondade, queria retomar a aliança que fez conosco, e fez isso em Jesus. A partir de Jesus, podemos receber o nosso direito de andar com o Pai no jardim, de fazer morada com Ele, de fazer uma aliança com Deus!
Nesse Evangelho, Jesus se apresenta como Caminho, Verdade e Vida. De fato, Ele é o nosso Caminho, por que caminhamos guiados pelo Espírito de Jesus Ressuscitado. Ele é a nossa Verdade, que não é a verdade filosófica dos gregos (aletéia), uma verdade diante de incertezas e mentiras, mas Ele é Verdade que significa Fidelidade. Ele é a Vida, a vida plena e em abundância para cada um de nós. Se alguém assume o projeto de Jesus, deve assumir Jesus como Caminho, Verdade e Vida. Os cristãos são chamados a viver a Vida plena e em abundância, caminhando sob a guia do Espirito do Ressuscitado, na Verdade que é Fidelidade. Desse modo, responderemos a inquietação de Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta! Somos nós, hoje, chamados a testemunhar Jesus Caminho, Verdade e Vida, e em nossos gestos, palavras e ações a transmitir o Pai de Jesus Cristo Nosso Senhor.
Nesse dia que recordamos todas as mães, que já se encontram na morada com Pai, aquelas que estão com seus filhos, aquelas que não tem mais a alegria de ter seus filhos em seu convívio familiar, etc., que a Mãe de Jesus possa olhar por cada mãe, iluminando seus passos, para que sejam exemplo do Deus da Vida, que Ela carregou em seu ventre. Deus abençoe a todos!

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